sexta-feira, 28 de setembro de 2012

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Comissões discutem políticas para integração social de autistas

Objetivo é é discutir ações e programas de governo que estimulem a implantação de mecanismos de integração social











O deputado Luiz Couto(PT-PB) é um dos propositores da discussão de políticas públicas voltadas para autistas
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) propõe discutir políticas públicas voltadas para autistas
As comissões de Direitos Humanos e Minorias e de Legislação Participativa realizam audiência pública nesta quarta-feira (16) para discutir políticas públicas voltadas para autistas. O debate, proposto pelos deputados Luiz Couto (PT-PB) e Paulo Pimenta (PT-RS), é realizado na semana em que se comemora o Dia do Orgulho Autista (18 de junho).
O objetivo da audiência, segundo os deputados Luiz Couto e Paulo Pimenta, é discutir ações e programas de governo que estimulem a implantação de mecanismos de integração social, que permitam os portadores da doença superar as dificuldades de convivência.
O autismo é uma disfunção global do desenvolvimento, que provoca alterações qualitativas na capacidade de comunicação, de interação social e de uso da imaginação. A doença é incapacitante e se manifesta, normalmente, nos três primeiros anos de vida. Acomete cerca de 20 entre cada 10 mil nascidos e é quatro vezes mais comum no sexo masculino do que no feminino. A Organização das Nações Unidas estima em 70 milhões o número de pessoas no mundo com autismo.
Foram convidados para participar do debate a diretora da Escola Metamorfose de Niterói, Sandra Cerqueira, especialista em Autismo e Neurônios Espelhos, José Salomão Schwartzmann,a pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Eliana Rodrigues Araújo, o mediador da comunidade virtual Autismo no Brasil, Argemiro Garcia, o coordenador para Inclusão da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal, Fernando Cotta, a diretora de Relações Internacionais do Movimento Orgulho Autista Brasil, Adriana Alves; ea diretora presidente do Movimento Orgulho Autista Brasil, Alexandra Capone.


Fonte: AGÊNCIA CÂMARA

Participantes de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa exigiram políticas públicas direcionadas a pesquisas

Ao afirmarem que autismo tem recuperação, participantes de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) exigiram políticas públicas direcionadas ao problema e mais investimentos em pesquisa para diagnosticar a doença de forma precoce.
A coordenadora de política mental do Ministério da Saúde, Cristina Hoffman, afirmou que o assunto é uma das prioridades da pasta. Ela destacou que o transtorno deve ser tratado com atendimento integral e de forma multidisciplinar e individualizada. Também o acompanhamento da família, destacou, é importante para garantir o sucesso do tratamento e a recuperação da criança autista.
Também na avaliação da diretora presidente da Associação em Defesa do Autista (Adefa), Julceli Antunes, é necessário envolvimento de profissionais das áreas de saúde e educação - como médicos, nutricionistas e educadores -para tratar pessoas com autismo.
A Biomédica e pesquisadora da Universidade Federal Fluminense, Mariel Mendes, apresentou informações sobre a teoria de que crianças sensíveis podem desenvolver o autismo em razão de alergia a açúcar, glúten ou por intoxicação com algumas substâncias encontradas em alimentos industrializados.
Nos Estados Unidos e na Europa, informou a psicóloga Sandra Cerqueira, os portadores de autismo têm sido recuperados com resultados rápidos e eficientes. Ela também enfatizou que é possível reverter uma situação de autismo com o tratamento adequado que envolve, segundo a psicóloga, terapia comportamental aliada à dieta alimentar e tratamento biomédico.
- Quando falamos em cura somos apedrejados, porque "isso não existe, não é possível". Mas eu quero aqui ser apedrejada porque se esse for o preço que eu preciso pagar para dizer a vocês, aos senadores e às autoridades (que há cura para o autismo) não quero deixar passar a oportunidade - afirmou a psicóloga que Sandra Cerqueira, que desafiou os presentes a ver a terapia que ela vem aplicando para comprovar o que diz.
Berenice Piana de Piana, que representou as mães de autistas, informou que, atualmente, nos Estados Unidos, há uma criança autista para cada 90 nascimentos. No Brasil, ressaltou, não há estatísticas sobre o número de pessoas nessa condição.
- Os números apontam que algo grave está acontecendo. Que geração teremos? Uma geração de autistas. Sempre perguntam que planeta deixaremos para nossas crianças, mas pergunto que crianças deixaremos para o nosso planeta - ao afirmar que o número de portadores do transtorno está aumentando.
Incompetência A diretora do Movimento Orgulho Autista do Brasil, Maria Lúcia Gonçalves, informou que há poucos profissionais competentes no Brasil para diagnosticar autismo precocemente. Como exemplo de tal carência, ela informou que, no Brasil, há três psiquiatras para cada 100 mil pessoas com menos de 20 anos e com transtornos severos.
O militar Ulisses da Costa Batista, pai de um menino autista, cobrou do Estado diagnóstico precoce para que os pediatras possam detectar o autismo precocemente e seja possível iniciar o tratamento ainda em bebês.
Iranice do Nascimento Pinto, representante da Associação de Pais e Amigos de Pessoas Autistas Mão Amiga, disse que, na maioria das vezes, as crianças autistas são cuidadas pelas mães. Em caso de morte da mãe, alertou, essas crianças sofrem por não saberem se comunicar com outras pessoas e por não haver, em âmbito público, profissionais especializados para cuidar delas.
- É uma sentença para os pais saber que o filho é autista e que não há tratamento na rede pública - disse o deputado estadual do Rio de Janeiro Audir Santana.

Metamorfose recebe Prêmio Orgulho Autista

Metamorfose e sua diretora, Sandra Cerqueira, recebem o IV Prêmio Orgulho Autista na categoria Diretora destaque, em Audiência Pública na Câmara dos Deputados em Brasília .


ATENDIMENTO DIFERENCIADO

A Metamorfose realiza um atendimento diferenciado porque trabalha o indivíduo e a família. Ao iniciar o trabalho o paciente é avaliado com o objetivo de identificar quais os déficits cognitivos e comportamentos-problema, bem como, quais as habilidades que possui e quais as que precisa adquirir. Os dados obtidos na avaliação são utilizados para a elaboração do Currículo Pedagógico Adaptado e individualizado. Elaboramos também o PIC – Programa de Intervenção Comportamental, que será usado durante todas as atividades. Os programas são avaliados e reajustados frequentemente. Essa metodologia vem alcançando resultados surpreendentes também pelo fato da participação ativas dos pais e cuidadores. Temos sessões de orientação aos pais e responsáveis para auxiliar o tratamento, dando continuidade em casa ao que é feito na escola.